Como o vigilante deve agir diante de uma situação de emergência?

Todo profissional da área de segurança, independentemente de sua alocação, deve ter consciência de uma questão: sua profissão gera riscos. Esses riscos podem afetar não só as pessoas ao seu redor, mas você mesmo.

Por isso, é importante saber como agir diante de uma situação de emergência, evitando potencializar os riscos caso ocorra algum tipo de problema. Continue lendo e veja como um profissional da área de segurança deve conduzir as situações dessa natureza.

Qual a importância de uma boa conduta diante de situações de risco?

O trabalho do vigilante é zelar pelo bem-estar de um patrimônio e das pessoas que estejam presentes no local em que ele esteja atuando. Isso significa que todas as suas condutas devem ser orientadas com o fim de proteger esses dois elementos.

Isso implica em garantir que até mesmo as próprias ações dos vigilantes sejam seguras, para que, em caso de problemas, eles mesmos não causem ou incentivem situações que possam ocasionar riscos a todos os envolvidos.

Além disso, o próprio vigilante não deve se colocar em situação de exposição, já que a sua própria segurança depende, e muito, de suas condutas. Por isso, ele deve estar consciente e atento a tudo que deve ser feito, a fim de evitar problemas que possam gerar até mesmo risco de morte para o colaborador.

Um bom vigilante, segundo Reinaldo da Silva, instrutor da Escola Brasil de Segurança, perpassa algumas características fundamentais, tais como:

  • ele deve ter o máximo de atenção para exercer suas funções em prol da proteção das pessoas e dele mesmo;
  • assim, ele deve ficar sempre com os olhares atentos nas pessoas, nas formas como se vestem, em suas condutas e em toda e qualquer movimentação diferente;
  • ele deve ter postura na sua observação, sabendo como abordar uma pessoa com atitude suspeita;
  • ele deve ter um posicionamento adequado — que diz respeito à forma de agir diante de um ataque, uma situação de ameaça, a fim de proteger as pessoas e a própria vida.

Isso, segundo o especialista, é resumido na sigla PPA (Atenção, Postura e Posicionamento).

Outro ponto que devemos levar em consideração é a necessidade não só de proteção, mas de prestação de socorro diante de alguns problemas. Isso significa que o profissional deve estar apto, também, para primeiros socorros.

Como o vigilante deve atuar em caso de roubo?

Cada situação demandará um tipo de comportamento e, por isso, o colaborador deve estar atento às situações de risco e como proceder em casos específicos. Vamos explicar, em primeiro lugar, como agir em caso de roubo ou assalto.

Segundo Reinaldo, “o vigilante deve trabalhar com atenção para prever o assaltante ou agressor antes de acontecer a situação”. Isso significa cuidado contínuo para verificar ações e condutas que pareçam suspeitas.

Por exemplo, é essencial que o vigilante aja caso perceba que uma pessoa está seguindo outra dentro de um shopping, demonstrando um comportamento suspeito que pode configurar a prévia de furto ou assalto. Aparições de armas brancas, de fogo ou simulacros também merecem atenção.

Caso o ato se concretize, o profissional deverá agir imediatamente. Porém, é necessário que sua conduta não arrisque a sua própria vida nem a das demais pessoas presentes. Reinaldo ainda ressalta que o vigilante “deve reagir sempre que possível, acionando todos os dispositivos de segurança”.

Em casos específicos, como assalto a carro-forte, a conduta é diferente da vigilância patrimonial. Isso porque o carro é guardado por quatro pessoas e sempre se apresenta em lugares de maior vulnerabilidade (comércios, drogarias, bancos, entre outros). Isso exige um posicionamento impecável por parte da equipe de vigilância envolvida, a fim de proteger o carro-forte e as pessoas ao redor.

O que ele deve fazer durante tumultos?

Tumultos em locais abertos, como eventos, praças, shoppings entre outros, exige atenção dos profissionais, que estarão responsáveis por manter a ordem no local. Nessas situações o vigilante não estará armado, para proteção das pessoas presentes e do próprio profissional, já que pode ser possível, durante o tumulto, uma pessoa pegar a arma do profissional.

Nesses momentos, segundo o especialista, a PPA deve ser executada em dobro, já que envolve um grande número de pessoas presentes.

Por que escolher uma escola de referência para um bom treinamento?

Em primeiro lugar, antes de qualquer coisa, devemos ressaltar os riscos de um vigilante despreparado e suas consequências. Um dos mais graves é o risco de morte do próprio profissional e das pessoas ao redor. Qualquer vida perdida durante a execução do trabalho de segurança representa um grave problema e quebra das condutas da profissão.

Além disso, há o risco de perda de patrimônios e equipamentos de trabalho, lesões ao profissional e às pessoas ao redor, o que também acarreta um descumprimento das missões de trabalho.

Quando um vigilante é bem ensinado, os riscos de erros acontecerem são minimizados. O profissional que sabe exatamente o que fazer não age por impulso, o que reduz os riscos de erros durante o trabalho, agindo sempre com profissionalismo.

Por isso a escolha de uma escola de referência para um bom treinamento deve ser feita da melhor forma possível. Sua formação deve ser concluída com profissionais capacitados, que tenham bastante experiência na área e saibam como agir nessas situações de risco ou ameaças.

A Escola Brasil de Segurança, segundo Reinaldo da Silva, prioriza o rigor e a excelência na aplicação dos treinamentos. Além da formação prática, é fundamental, para nós, que os profissionais tenham consciência do seu papel para proteção da vida e defesa em caso de ameaças.

Por isso priorizamos a parte teórica, que dará o conhecimento necessário para que a prática seja bem fundamentada, evitando erros que coloquem pessoas e patrimônios em xeque.

Em uma situação de emergência, profissionais bem preparados estão aptos para exercer suas funções com exatidão e presteza, a fim de que consigam realizar suas funções adequadamente.

Quer mais dicas importantes de como exercer sua função de segurança de maneira adequada, sem oferecer riscos para você mesmo e para as pessoas ao redor? Assine nossa newsletter e receba as informações diretamente em seu e-mail.

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