Conceito de segurança privada: aprenda tudo sobre o assunto!

Entender o conceito de segurança privada é importante para você compreender o franco crescimento desse setor no Brasil. O mercado atrai muitos profissionais interessados em seguir carreira, já que gera mais de 700 mil trabalhos formais, o que significa que a segurança privada no Brasil supera o efetivo do Exército Brasileiro.

Em publicação da revista Exame, que revela um estudo solicitado pela Federação Nacional de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), somente em 2014, esse mercado girou na economia brasileira cerca de R$ 46 bilhões, passando para R$ 50 bilhões em 2015. Para 2016, o valor ficou em torno de R$ 53,36 bilhões.

Uma das razões para o crescimento desse setor é o aumento dos índices de violência em todo o país, que, juntamente com a deficiência da segurança pública no Brasil, faz com que empresas e pessoas recorram ao serviço de segurança privada pedindo a proteção de que tanto precisam.

Além disso, com índices de violência cada vez mais elevados, a segurança é hoje uma das principais preocupações que norteiam a população. Instituições de segurança pública zelam por espaços públicos, no entanto não podem atuar em propriedades privadas sem um mandado, chamado de emergência ou convite.

Para resolver essa questão, uma das alternativas mais procuradas é a terceirização de serviços em segurança privada, que oferece profissionais treinados em distintos segmentos, como veremos ao longo deste conteúdo.

Se você quer saber mais sobre o conceito de segurança privada, continue a leitura!

Afinal, o que é segurança privada?

As atividades de segurança privada são executadas em complementariedade à segurança pública, e todas as ações são autorizadas e fiscalizadas pelo Departamento de Polícia Federal.

O profissional com treinamento em segurança privada está apto para identificar situações de risco, impedir a ação de criminosos e definir estratégias para proteger pessoas e seus patrimônios em diversos ambientes. Está apto, também, para gerenciar equipes de segurança, como segurança pessoal e patrimonial, prevenção de acidentes, segurança de eventos, entre outros.

Quer saber como se tornar um segurança? Então, acompanhe a seguir!

Qual é o perfil profissional de quem deseja seguir a carreira de segurança?

O profissional de segurança privada, após passar por treinamento e capacitação, está apto para operar, planejar e gerenciar a segurança privada de pessoas como empresários e celebridades, além de poder fazer a segurança patrimonial, protegendo residências e empresas.

Para tanto, deve estar apto para zelar pelos planos de segurança e de prevenção de acidentes, fazendo para isso um diagnóstico de riscos. Todo esse conhecimento é passado no curso de formação de vigilantes.

Para exercer a profissão de segurança, é preciso ter uma visão ampla do ambiente monitorado, senso de estratégica, grande equilíbrio emocional e autocontrole. Além disso, também é necessário organização e postura ética, já que tudo o que acontece com os clientes e os ambientes monitorados deve ser mantido em sigilo.

O que é necessário para fazer um curso de segurança privada?

O art. 155 da Portaria 3.222/2012 do Departamento de Polícia Federal estabelece o cumprimento de oito requisitos para que alguém possa se tornar segurança. Acompanhe:

I — ser brasileiro nato ou naturalizado;

Il — ter idade mínima de 21 anos;

III — ter instrução correspondente à quarta série do ensino fundamental;

IV — ter sido aprovado em curso de formação de vigilante realizado por empresa de curso de formação devidamente autorizada;

V — ter sido aprovado em exames de saúde e de aptidão psicológica;

VI — ter idoneidade comprovada mediante a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais;

VII — estar quite com as obrigações eleitorais e militares;

VIII — possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas.

Quais as atividades de um profissional de segurança privada?

Entre as atividades mais rotineiras do profissional de segurança privada, podemos citar:

Manutenção da segurança privada

​Atua em setores e áreas relacionadas à segurança patrimonial de empresas públicas e privadas.

Segurança pessoal

Compõe equipes que zelam pela segurança e escolta de celebridades, políticos e figuras públicas.

Monitoramento da segurança

A partir da análise do ambiente, define políticas de segurança e planos de ação. Além disso, gerencia a segurança em ambientes eletrônicos, envolvendo procedimentos, definição de equipamentos e implantação de programas.

Investigação e perícia judicial

Quando solicitado, auxilia nessas atividades representando a empresa de segurança.

Eventos

Atua em processos de segurança coletiva ou individual, em eventos públicos e corporativos.

Gestão de equipes

Assegura a execução dos procedimentos de segurança, orientando equipes de segurança privada, coordenando o trabalho e distribuindo tarefas.

Assim, o profissional de segurança privada pode trabalhar em qualquer instituição ou órgão público que tenha necessidade de equipes de segurança. São exemplos: shopping centers, bancos, supermercados, hotéis, aeroportos, entre outros.

Além disso, pode atuar em empresas especializadas de segurança privada nas atividades de escolta armada, transporte de valores e segurança pessoal.

Como é o mercado de segurança no Brasil?

Como vimos no início deste conteúdo, o mercado de trabalho no setor de segurança privada é amplo e está aquecido. Isso acontece porque existem demandas quanto a deficiências que o poder público já não é capaz de administrar.

De acordo com a Fenavist, são mais de duas mil empresas que oferecem serviços de segurança privada no Brasil. Essas empresas capacitam os profissionais interessados em atuar nos diversos segmentos da área de segurança privada.

A empregabilidade para quem faz os cursos de segurança privada é alta. De acordo com a pesquisa A educação profissional e você no mercado de trabalho, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2010, a taxa de empregabilidade dos profissionais formados é de mais de 90%.

A pesquisa dá enfoque aos profissionais tecnólogos da área de segurança, mas o mercado de trabalho sinaliza que a chance de um profissional que passou por escolas de formação de vigilante conquistar um emprego na área de segurança é grande. De acordo com a mesma pesquisa da FGV, 79,5% dos profissionais conseguem uma colocação na área.

O que diz a legislação de segurança privada no Brasil?

A Lei n. 7.102, de 20 de junho de 1983, dispõe sobre a segurança privada para estabelecimentos financeiros e estabelece normas para a constituição e o funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores.

Essa lei sofreu várias modificações e, a partir de 1994, o texto passou a definir como segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços, com a finalidade de:

  • fazer a vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas;
  • realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de carga.

Quais são as obrigações da segurança privada?

A história da segurança privada revela que, de forma prática, todo sistema de segurança deve acompanhar procedimentos gerais de prevenção. Isso é necessário para que todas as atividades possam ser aplicadas em qualquer tipo de organização.

Entretanto, algumas dessas ações podem variar o grau de necessidade, adequando a situação, observação que deve ser realizada antes da implantação do plano de segurança privada.

Nesse sentido, é importante verificar o ambiente e as características de cada situação, fazendo a verificação das ameaças e a respectiva demanda de prevenção contra as situações que listamos a seguir:

  • assaltos;
  • atos de concorrência desleal e espionagem;
  • atos de terrorismo;
  • acidentes, explosões e desabamentos;
  • chantagens;
  • epidemias e contaminações coletivas;
  • furtos internos e externos;
  • greves violentas;
  • incêndios;
  • violação de sistemas automatizados;
  • sabotagens e paralisações intencionais de processos;
  • uso de drogas lícitas e ilícitas no local de trabalho;
  • sequestros de seus clientes e familiares.

Quais são as áreas da segurança privada?

Agora, que você já sabe um pouco mais sobre o conceito de segurança privada, veja mais sobre as áreas de atuação desse profissional.

Vigilância patrimonial

A vigilância patrimonial trata da segurança das pessoas dentro de ambientes privados, como condomínios, clubes, prédios, centros comerciais, bancos, supermercados e comércio em geral. Ela pode ser realizada com a instalação de câmeras de segurança, presença de vigilantes, rondas periódicas ou uma combinação dessas ações.

O objetivo da vigilância patrimonial é assegurar e manter a ordem nesses locais e proteger a integridade das pessoas e dos ambientes monitorados, evitando depredações, vandalismo, furtos e roubos, entre outras infrações.

Em prédios comerciais e residenciais, a vigilância patrimonial ocorre, principalmente, no controle da entrada e saída do estabelecimento, sejam condôminos, visitantes ou prestadores de serviço.

Transporte de valores

Os profissionais de segurança privada são contratados por meio de empresas especializadas no transporte de valores sempre que é preciso fazer o deslocamento de grande quantidade de dinheiro em espécie. Nessa situação, é dever do profissional de segurança coordenar todo o processo e garantir que o percurso seja realizado de forma segura.

Além de valores monetários, as empresas de transporte de valores fazem o deslocamento para seus contratantes de itens como cheques, joias, obras de arte e até mesmo documentos e contratos importantes.

O meio de transporte utilizado para essa finalidade são sempre carros blindados para dificultar ataques de criminosos. Frequentemente, dentro desses veículos está uma equipe armada e preparada para entrar em ação em situações de confronto.

É função do profissional de segurança privada fazer a escolta do transporte de valores, garantindo o cumprimento das rotas e a idoneidade dos itens transportados e dos ocupantes do veículo.

Segurança pessoal

Políticos, empresários, artistas e celebridades ficam cercados por seguranças para se protegerem do assédio dos fãs e também da ação de pessoas mal-intencionadas. As equipes de segurança privada acompanham seus clientes em compromissos públicos ou durante percursos que possam representar algum risco à integridade de seus clientes.

Os profissionais de segurança privada atuam avaliando possíveis problemas, e, para isso, monitoram o ambiente, usam técnicas de defesa pessoal, direção defensiva e primeiros socorros. O objetivo dessas técnicas é proteger o cliente e afastar qualquer pessoa suspeita, garantindo assim a idoneidade física e moral de seus clientes.

Escolta armada

A escolta armada atua coibindo ações criminosas, no transporte de carga, ao veículo e às pessoas. Em algumas situações, os veículos que fazem a escolta e as equipes de seguranças são identificados. Em outros, o trabalho é feito de forma mais discreta, com carros comuns e profissionais disfarçados.

A contratação da escolta armada pode ser realizada conjuntamente com outras modalidades de segurança privada, a exemplo do transporte de cargas ou valores. Isso, geralmente, acontece quando o item a ser transportado tem alto valor financeiro ou quando se trata de um produto de conteúdo valioso, como documentos históricos e contratos.

Segurança de eventos

Festividades dos mais variados tipos, como congressos, encontros, cerimônias e eventos esportivos, geralmente contratam profissionais de segurança privada para garantir o bem-estar e a tranquilidade das pessoas envolvidas.

Devido à grande demanda de mercado, a segurança para eventos é o segmento da segurança privada que mais contrata no Brasil porque, independentemente do porte da comemoração, os eventos reúnem grande conglomerado de pessoas.

Seja qual for a situação, contratar uma equipe de profissionais capacitados é fundamental para garantir a ordem e a segurança das pessoas que participam da festa.

Para o sucesso das ações de segurança, é esperado que a equipe de profissionais mantenha a calma e priorize a cordialidade e o planejamento de suas ações, prezando pela integridade física e moral de todos os presentes.

Por que o mercado de segurança privada continua crescendo?

Como vimos no início deste conteúdo, a última estatística da Fenavist revelou que o mercado de segurança privada no Brasil movimentou, em 2016, cerca de R$ 53,36 bilhões.

Quando se trata de segurança patrimonial, o mercado vem crescendo bastante, muito por causa do grande potencial de desenvolvimento e crescimento do setor, impulsionado em função dos grandes eventos que ocorreram no Brasil. A Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016 abriram caminho para grandes espetáculos no país, como muitos shows internacionais.

Nesse cenário, é importante contar com profissionais e empresas renomadas no mercado de segurança, que se destaquem por sua atuação e pela competência.

A área de segurança é das que mais empregam no país

Poucas pessoas sabem, mas a área de segurança privada é um dos segmentos que mais empregam no país, sendo classificada como a quarta área que mais gera emprego e renda no Brasil, ficando atrás somente de construção civil, serviços domésticos, limpeza e zeladorias.

O crescimento do setor é um dos reflexos da falta de investimentos públicos para os serviços de segurança, como mencionamos aqui. As maiores empresas de segurança estão fazendo a parte delas.

A importância desse segmento está alicerçada nas mais de duas mil empresas de segurança privada que estão em atuação em todo o território brasileiro.

No entanto, é fundamental lembrar que, principalmente por haver tantas opções de empresa de segurança, é importante buscar se associar a uma que tenha credibilidade. Para isso, você deve buscar referências junto a colegas de trabalho e na internet.

Quais são as principais tendências da segurança privada?

A exigência de alto nível de capacitação e profissionalismo é crescente no mercado de segurança. Por isso mesmo, os profissionais que desejam entrar nesse mercado e continuar na área devem ser treinados para ir além da realização de suas funções. Isso significa aprimorar habilidades que se relacionem com o negócio dos clientes.

O primeiro passo para se manter atualizado é fazer os cursos de aperfeiçoamento e reciclagem. Um dos cursos mais procurados tem sido o de segurança em grandes eventos.

Após a Copa do Mundo, o governo decretou que, se o evento tiver mais de três mil pessoas, a certificação do profissional com curso direcionado para grandes eventos também é obrigatória. Além disso, quem deseja garantir de vez uma oportunidade no mercado de trabalho, pode investir em outros cursos, como o de transporte de valores, segurança pessoal privada e escolta armada, por exemplo.

Todos esses cursos devem ser aprovados pela Polícia Federal (PF), e a escola de segurança, obrigatoriamente, deve fazer essa solicitação junto à PF. Com a aprovação em mãos, as primeiras turmas podem ser abertas.

O mercado de segurança eletrônica também é promissor: segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o setor faturou, no ano de 2016, cerca de R$ 5,7 bilhões, com crescimento de 5% em relação a 2015.

O segmento de segurança eletrônica gera 240 mil empregos diretos e mais de dois milhões de empregos indiretos.

As principais tecnologias que fazem parte do mercado de segurança eletrônica são :

  • videomonitoramento (47%);
  • controle de acesso (24%, incluindo portaria remota);
  • sistemas de intrusão/alarmes (24%);
  • identificação e combate a incêndio voltado para a segurança eletrônica (5%).

A tecnologia atua como apoio aos efetivos de segurança privada. Acompanhando o aquecimento do setor, são esperados mais investimentos em sistemas eletrônicos de segurança. É provável que, com mais opções disponíveis, os equipamentos fiquem com o valor mais acessível e, assim, mais empresas possam usar esse aliado na segurança e no monitoramento de ambientes.

O futuro também reserva algumas mudanças na área de segurança privada, como a reformulação de algumas políticas de vigilância e segurança patrimonial.

O novo Estatuto da Segurança Privada, projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados no final de 2016, rege que a atuação das instituições de transporte de valores e segurança privada deve ter um capital mínimo para a obtenção da autorização de funcionamento. Após a publicação definitiva da lei, as empresas de segurança privada terão três anos para se adaptar às regulamentações.

Por que as empresas terceirizam o serviço de segurança privada?

A contratação de empresas especializadas em segurança privada para a realização das atividades meio (aquelas que não são o foco principal da empresa contratante) diminui os gastos e assegura que as operações e os processos internos sejam melhorados, o que traz mais competitividade aos negócios.

Nesse contexto, a terceirização da equipe de segurança privada oferece profissionais bem qualificados, melhores instrumentos e baixo custo de manutenção. Por isso, na hora de escolher uma empresa de segurança, os clientes optam por aquelas que seguem as normas técnicas e são credenciadas pela Polícia Federal.

Além disso, a terceirização permite que as empresas contratantes não se preocupem com as exigências burocráticas da Polícia Federal.

Veja a seguir os principais motivos que levam as empresas a terceirizarem o serviço de segurança privada:

Aumento da produtividade

Ao reduzir a carga dos profissionais empenhados na gestão de pessoal e aumentar a sensação de segurança entre a equipe interna, a produtividade geral dos colaboradores tende a aumentar de forma considerável.

Redução de custos

Ao terceirizar, as empresas eliminam os custos referentes às etapas de recrutamento e treinamento de profissionais.

Maior disponibilidade

A terceirização torna possível que os profissionais de segurança estejam à disposição da empresa para a atuação em campo graças aos tipos de contratação mais flexíveis.

Melhor preparo técnico

A terceirização é a melhor forma de as empresas obterem acesso rápido e fácil a agentes de segurança qualificados e bem preparados.

Maior flexibilidade

A demanda por profissionais de segurança é definida de acordo com as necessidades da empresa, o que torna mais rápido a gestão dos recursos humanos.

Como vimos ao longo deste conteúdo, o conceito de segurança privada é abrangente, e entendê-lo é fundamental para todos os interessados em seguir carreira no mercado de segurança.

Vale ressaltar que todas as atividades da segurança privada são normatizadas pela legislação brasileira, e nenhuma de suas ações está acima da lei ou da hierarquia dos órgãos de segurança pública, sendo a Polícia Federal a responsável por normatizar e fiscalizar as escolas e empresas de segurança no Brasil.

Esperamos que você tenha entendido o conceito de segurança privada e possa usar esse conhecimento para procurar se qualificar mais nessa área, que é tão próspera e emprega milhares de profissionais por todo o Brasil.

Se você quer saber mais sobre conceito de segurança privada e aprender tudo sobre o assunto, entre em contato conosco!

4 Comentários

  1. Maravilha, justo o que procurava sobre segurança patrimonial bh. Obrigada!

    • ESCOLA BRASIL DE SEGURANÇA (Autor)

      Boa tarde,

      Ficamos felizes em saber que contribuímos para esclarecer suas dúvidas e expandir seu conhecimento.

      Estamos a disposição para mais esclarecimentos.

  2. Muito bom.
    Obrigado pelo blog, ele foi muito util.

    • ESCOLA BRASIL DE SEGURANÇA (Autor)

      Boa tarde,

      Ficamos felizes em saber que contribuímos para seu crescimento

      Estamos sempre a disposição para melhor atendê-lo.