6 doenças dos profissionais de segurança e como evitá-las

Muitas vezes expostos a situações desgastantes, tanto para a parte física quanto mental, é comum que vigilantes desenvolvam alguns tipos de problemas de saúde. Seja pela jornada longa ou até questões mais simples, como a tensão a qual o funcionário é exposto, as principais doenças dos profissionais de segurança são ansiedade, transtornos psicológicos diversos, estresse, insônia e problemas circulatórios, ósseos e musculares.

Só que nem sempre é tão fácil perceber os sinais de que a função que exercemos está causando algum tipo de problema. Por isso, muitos especialistas explicam que, para alguma coisa ser considerada uma doença ocupacional, ela precisa estar relacionada à causa e ao efeito no contexto da situação de trabalho.

Para deixar essa explicação mais clara, veja a seguir uma lista de doenças mais comuns entre os vigilantes, quais os motivos para elas ocorrerem e quais são as boas práticas e hábitos que você pode adquirir para evitar que elas surjam.

1. Alterações de metabolismo

Aqui, precisamos entender primeiro o que é metabolismo. Responsável por manter o corpo funcionando, ele é um processo que transforma nutrientes e outras substâncias em energia. Quando existe algum tipo de alteração nele, significa que o seu organismo não está mais funcionando nas suas condições naturais.

Entre os impactos que isso pode causar estão, principalmente, o ganho de peso, quando o metabolismo fica mais lento, ou a perda, quando ele começa a trabalhar mais rápido. E para que ele volte a estar regulado, é preciso ficar atento à alimentação e à prática de atividade física.

No caso dos alimentos, por exemplo, só a remoção dos mais gordurosos já elimina grande parte dos problemas, uma vez que a ausência de gorduras diminui a produção de hormônios e provoca a diminuição do metabolismo.

Já para a atividade física, a orientação é combinar cerca de alguns minutos de alongamento a cada hora durante o período de trabalho com a prática regular de musculação e ginástica localizada. Vale lembrar que também é importante tomar bastante água.

2. Estresse

O estresse é uma resposta que o organismo dá a situações extremas de esforço e geralmente acontece de forma involuntária quando ele se sente ameaçado ou sob pressão. Em doses moderadas, é normal que isso aconteça como uma forma de estímulo para que o trabalho seja bem-feito. Mas a rotina de muitos vigilantes faz essa pressão se estender por tempo demais, e o que era saudável se torna prejudicial.

Apesar de não ser um problema grave, o estresse pode desencadear outras doenças, mudança de comportamento e até redução do sistema imunológico, deixando a pessoa mais vulnerável. Os sinais mais recorrentes de alguém com estresse são irritação, sensação de desgaste, mudança de apetite, enxaqueca, insônia, queda de cabelo e hábitos nervosos, como roer as unhas e estalar os dedos.

Uma das melhores formas de combater o estresse é dormir bem. Como ele funciona como uma espécie de agressão para o corpo, estar descansado melhora o seu desempenho para lidar com essas situações, já que o organismo tem mais clareza de pensamento para reagir a estímulos desse tipo.

Outra dica é você se dedicar mais a atividades de lazer. Chegou em casa e está com tempo livre? Assista a um filme, ouça música ou faça qualquer outra coisa que seja prazerosa e relaxante.

3. Ansiedade

Outra ocorrência comum entre as doenças dos profissionais de segurança, a ansiedade está associada à exposição de alguém a momentos de pressão com muita frequência. No início, pode até ser que ela seja confundida com uma simples preocupação, como é o caso de uma reunião ou um compromisso importante no dia seguinte, por exemplo.

Para identificar se você sofre de ansiedade, há alguns sintomas que podem ser observados no seu próprio comportamento. Se você tem costumes como fechar a mandíbula e apertar os dentes com força, morder a língua, coçar muito a cabeça ou flexionar o punho, já é um sinal de alerta. Também existem testes online que te ajudam a fazer um diagnóstico, mas lembre: nada substitui a avaliação de um médico, que vai receitar remédios de acordo com o seu caso.

Como uma forma complementar, no entanto, você ainda pode controlar a ansiedade de maneiras naturais com suco de maracujá, chá de camomila, raiz de valeriana, exercícios como yoga ou pilates ou até coisas cotidianas como banhos mornos e conversas com amigos próximos que possam te dar apoio moral.

Adquira o hábito de respirar lentamente também pode ser eficaz durante as crises. Quando isso acontece, a tendência é que a respiração fique mais acelerada e inalar e soltar o ar mais devagar deixa você mais tranquilo.

4. Problemas psicológicos

Bastante relacionado com a ansiedade, problemas psicológicos como depressão, fobia social e dependências também são comuns para profissionais que trabalham no setor de vigilância. Na maioria das vezes, isso ocorre por motivos de ordem emocional, quando o profissional não se sente realizado ou satisfeito com a carreira.

Dificuldade de conviver com outras pessoas, não saber lidar com críticas e indisposição são os principais sinais de problemas psicológicos e isso pode refletir na vida pessoal, onde as vítimas não conseguem gerir relacionamentos, permanecem solteiros ou passam a ter poucos amigos. Em alguns casos, a pessoa pode até começar a comer comida em excesso, apostar em jogos de azar, exagerar na bebida e comprar coisas que não tem condições de pagar.

Mas, felizmente, problemas psicológicos têm cura e, embora as causas não sejam totalmente esclarecidas, os tratamentos mais indicados são o uso de medicamentos em conjunto com sessões de psicoterapia. Essas consultas têm o objetivo de fazer o paciente conversar com um profissional da área de saúde mental para que ele possa identificar comportamentos negativos, questões que contribuam para a depressão e recuperar a satisfação da vítima.

5. Lesões musculares e ósseas

Seja por movimentos repetitivos, ficar por muito tempo sentado ou em pé, dores ósseas e musculares também são alvo das maiores queixas de muitos vigilantes. Geralmente, as lesões acontecem por causa de longos períodos de trabalho sem intervalo e a falta de costume em permanecer em uma posição ergonômica correta.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no futuro oito em cada dez pessoas terão dores nas costas ao longo da vida. Entre as faixas etárias que mais reclamam desse tipo de problema estão grupos de pessoas dos 20 aos 25 anos e dos 40 aos 60 anos. Os dois correspondem a dois momentos da vida em que menos se praticam exercícios físicos, já que o primeiro grupo abrange a entrada dos jovens no mercado de trabalho, enquanto o grupo com a idade mais avançada é correspondente ao período de aposentadoria.

Como a maioria das dores nas costas também não têm uma causa específica, elas merecem uma atenção médica, ainda mais se elas duram mais do que alguns dias e persistem mesmo após descanso.

No dia a dia, técnicas como compressa de água quente ou gelo, relaxantes musculares e medicamentos aplicados sob a pele podem ajudar com o alívio da dor e também existem algumas dicas de postura que podem ajudar na prevenção, como posicionar-se bem próximo ao encosto da cadeira e manter os pés totalmente apoiados no chão.

6. Problemas de circulação

Em decorrência de má postura, problemas de circulação e varizes também são recorrentes para os profissionais de segurança, ocorrendo principalmente nas pernas. Nos estágios iniciais, os sinais são dor, sensação de peso, formigamento e inchaço, além de mudanças no fluxo e no sentido da corrente sanguínea. Já em casos mais avançados, surgem pequenas manchas avermelhadas na pele.

Para prevenir esses problemas, as principais recomendações são evitar ficar muito tempo em pé ou sentado, elevar os membros inferiores sempre que possível, colocando-os em cima de bancos, por exemplo, usar meias elásticas e praticar exercícios regularmente para reativar a circulação.

Algumas orientações de alimentação são a ingestão de 1,5 a 2 litros de água por dia, o consumo de fibras por meio de frutas e verduras, moderação no tempero com sal e diminuição na quantidade de bebidas alcoólicas.

Portanto, vale destacar a importância de uma dieta equilibrada, a prática de exercícios, acompanhamento médico e ainda a necessidade de ficar atento a possíveis sinais de que há algo errado com o seu corpo para evitar doenças dos profissionais de segurança. Gostou desse conteúdo? Então não deixe essas cinco atividades físicas para quem na área de vigilância e até a próxima!

2 Comentários

  1. Muito bom!!Só falou a verdade é me esclareceu algumas dúvidas!!!!👍👍👍

    • ESCOLA BRASIL DE SEGURANÇA (Autor)

      Boa tarde,

      Ficamos felizes em saber que nosso artigo lhe auxiliou a esclarecer algumas questões!

      Estamos sempre a disposição para melhor atendê-lo!